quarta-feira, 11 de março de 2009

Um pouco de mim...


Meu jeito de Gato...

É aquela velha história, como devemos viver? Ninguém sabe a resposta, mas todo mundo tem seu jeito. Errado ou certo, alegre ou triste vai vivendo... Eu vivo também e viver pra mim é liberdade. Não é libertinagem e nem uma solidão individualista. É liberdade de conhecer, de conviver, confiar, respeitar, perguntar, escutar, falar e de saber que ninguém é de ninguém ou mesmo ninguém vai mudar ninguém... Liberdade em Movimento, dizia o timão do Náutilus do Capitão Nemo nas “Vinte Mil Léguas Submarinas” de Júlio Verne.

Sou assim, nasci pra ser livre e se quiser viver comigo me deixe assim. Tenho meus dois pares de asas, um desejo infinito no peito e um lado druida que não se cala. Sou guerreiro, aventureiro e sonhador. Sou Sagitariano. Sou filho da noite e vivo intensamente o dia. Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais intenso. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que ás vezes me cega.

Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou manso com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas ás vezes fico distante. Perco-me em mim como se não houvesse começo e nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há! Mas tento... E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, que ás vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo? Mas quando decido, não paro, não desisto, insisto, luto... mas nem sempre consigo.

Por isso aviso a todos, de um jeito meio sem-vergonha, se eu gostar de você, tenha a gentileza de me deixar ser solto. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como sou. Meio gato, meio gente. Desconfiado e independente. E adorador de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Me mudar? Me dizer o que fazer? Nem tente! Quer me adorar? Me acompanhar? Viajar nos dilemas do mundo? A escolha é sua, meu amigo e minha amiga, vá em frente!

Um comentário:

Uma mulher de palavra - sem dono! disse...

Meu deus do céu! Você estava bem inspirado, hein? Engraçado isso, eu que prendo tanto, todo mundo, gosto muito dessa liberdade tão bem escrita por ti.

Beijo