terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Final de ano e a Modernidade




Recetemente um amigo meu das antiga, Vitor, me ensinou a colocar o meu Blog no Google Analytics. Impressionante a modernidade... Vc sabe quantas pessoas entraram no blog, quanto tempo ficou, de que cidade são e até mesmo o navegador que está usando!!!

Nisso pude perceber que dias de semana tínhamos em média 20 visitantes e isso cai pra 7 aos finais de semana. Podemos tirar uma conclusão, o pessoal só entra no blog quando está jiboiando no trampo. rsrsrs

Entraremos no período de festas e as pessoas não trabalham nesse período. O humilde proprietário desse blog tb irá viajar. Como as pessoas não estarão no trampo pra entrar na net e eu tb não terei a mesma disponibilidade de net como no dia a dia, aviso que as atualizações a partir de hoje não serão mais diárias. Mas ocorrerão atualizações ocasionais.

Devemos voltar a todo vapor no dia 5 de janeiro, daí já com algumas novidades da viagem que farei. No dia 5 devo estar chegando no delta do Parnaíba, vindo de Jericoacoara. E irei até os Lençóis Maranhenses. Uma viagem que sonho faz tempo e que tive a possibilidade de realizar. Como diz nosso amigo Rafael Anjinhu, este circuito deveria ser um estado, o Estado do Paraíso!

Então para todos um excelente final de ano! E para refletir sobre isso deixo um poema do Drummond ótimo sobre o final de ano.

Carlos Drummond de Andrade

Receita de Ano Novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz;
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido),
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra
birita, não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Um comentário:

Polêmica disse...

Ótimo poema!
Nada na vida acontece em um passe de mágica, tudo precisa ser conquistado com esforço, para que sejamos merecedores de um ano novo cheio de sonhos realizados, metas alcançadas, e muita felicidade!

Feliz Ano Para você!

Beijão!